Professor, historiador, documentalista e activista social.

A minha foto
Adoro e amo o meu trabalho, aliás gosto de tudo o que faço.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

• Estado de Gaza O Estado de Gaza, também conhecido como império de Gaza, abrangia no seu apogeu toda a área costeira entre-os-rios Zambeze e Maputo e tinha a sua capital em Manjacaze na actual província Moçambicana de Gaza. Foi fundado por Sochangane, também conhecido por Manicusse (1821-1858) como resultado do M´fecane. Havia um grande número de chefaturas e de reinos com agregados populacionais entre três e vinte mil habitantes e cujos chefes tinham um nível de vida superior ao da população, devido aos tributos que dela recebiam. Uma grande parte da África Austral, conheceu uma estrutura política semelhante. Esta situação modificou-se como resultado de um período de lutas e de transformações políticas conhecidas por M’Fecane que tiveram lugar numa região a que veio a ser conhecida por Zululândia. Importa referir que este período de lutas e de transformações políticas foi seguido de um extenso movimento de emigrantes Ngunis. Estas migrações que ocorreram por volta da segunda metade do século XVIII, tiveram como causas: – O crescimento da actividade comercial com a baia de Maputo (os Ngunis exportavam marfim e importavam missangas e outras especiarias), provocando conflitos inter-linhagens para o controlo das rotas comerciais ao longo do litoral e para o interior. – Nos finais do século XVIII e princípios do século XIX, os conflitos foram agudizados por uma crise ecológica, pois que seguiram-se sucessivos anos de seca e fome. Esta crise teria feito oscilar a estabilidade agropecuária anterior, intensificando os conflitos inter-linhagens para o controlo dos recursos económicos mais favoráveis para a agricultura e para a pastorícia. Durante as lutas, o número dos reinos tendia a diminuir e entre 1810-1815, tinha-se destacado dois principais reinos: o reino de Nduandue, chefiado por Zuide e o reino de Mtetua chefiado por Dingsuayo. Os outros ou tinham desaparecido ou se tinham tornado vassalos destes dois principais reinos. O exército destes reinos era formado por jovens da mesma idade recrutados dos reinos vassalos. As promoções destes jovens dependiam do desempenho de cada um ou do prestígio da sua família. Entre 1816-1821, estes dois reinos entraram em conflitos culminando com a derrota e morte de Dingsuayo, rei de Mtetua. Com a morte do rei Dingsuayo um dos seus chefes militares Shaca tomou o poder entre 1818-1828, sendo este da linhagem Zulu e ficando o reino conhecido por Zulu. Após um novo confronto sob tutela de Shaca, o reino Mtetua alcançou a victória. Assim, uma parte dos Nduandue submeteu-se ao vencedor e outra entre 1820-1821 refugiou-se em terras fora do alcance imediato de Shaca. Entre os emigrantes encontravam-se Zuangedaba, Ngaba Msane, Nguana Maseko e o Sochangane. Este último é que veio a se fixar na região onde se formou o estado de Gaza. O Sochangane fundador, se tornou o primeiro rei de Gaza entre 1821-1858. Ele conseguiu efectuar várias conquistas através de uma política de assimilação dos povos locais. O poder do Estado de Gaza aumentou na medida que aumentavam os súbditos. O rei de Gaza vendia marfim que recebia como tributo e pronunciou-se contra a exportação clandestina de escravos. O espaço geográfico ocupado pelo Estado de Gaza correspondia as actuais províncias moçambicanas de Gaza, Inhambane, Maputo, Manica e Sofala, habitado por vários grupos étnicos como os Tsongas, Chopis, Bitongas, Ndaus, Shonas e a população mista goesa-portuguesa, resultante dos prazos. Depois da morte de Sochangane, subiu ao trono, o seu filho Maueue. Este novo rei no sentido de aumentar o seu património, resolveu atacar os seus irmãos, hostilizou os seus vassalos e alguns povos vizinhos, criando um grande número de inimigos internos e externos, pois atacava os caçadores de elefantes que vinham de Lourenço Marques. Em 1861, uma coligação formada por descontentes da aristocracia Nguni e por algumas populações do vale do Inkomati e por alguns comerciantes de Marfim, interessados na caça ao elefante decidem apoiar Mzila, irmão mais velho de Maueue. Depois de um longo período de guerras que se prolongou até 1864, Mzila sai vitorioso. Em 1862, a capital de Gaza é transferida para Mossurize, ao norte do rio Save, nas vertentes orientais de Chimanimani, onde Ngungunhana filho de Mzila ascendeu ao poder, já em 1884. A mudança da capital para Mossurize, deve-se a instabilidade da região entre a Baia de lagoa e Swazilândia por causa da fome e uma forte epidemia de varíola como consequência da guerra civil. Gungunhana e suas esposas Novamente a capital de Gaza é transferida para Mandlakazi (grande força), actual Manjakaze em 1889. Uma das razões da mudança da capital teria sido de evitar pressões de Manica, pois os portugueses e os ingleses queriam recomeçar a mineração do ouro. Outro factor teria sido o facto de que o vale do Limpopo e as zonas vizinhas possuíam todos os recursos que já começavam a escassear em Mossurize. Este praticava a caça e a pesca. Praticavam a agricultura, cultivando a Mapira, Mexoeira, Milho e a Mandioca, para além da criação do gado bovino. Todos os reis de Gaza fixavam as suas residências em zonas adaptadas a criação de gado Bovino e à Cultura de Milho.já antes da vinda dos Ngunis, as zonas montanhosas de Mossurize eram conhecidas pelo seu gado bovino. Tanto nas sociedades satélites, como no núcleo central Nguni do Estado, existia uma nítida divisão em classes sociais. O núcleo central encontrava-se no topo uma alta aristocracia de elementos da linhagem do rei (descendentes do avô ou do bisavô paterno do rei), depois uma média aristocracia composta por Nguni de menor categoria e ainda uma camada de assimilados, muitos dos quais tinham sido originariamente cativos de guerra. Estes últimos eram designados por cabeças (Tinhloko). As mulheres e raparigas capturadas eram dadas como esposas a Nguni sem que os maridos tivessem de pagar o Lobolo. Porém, a estrutura política de Gaza, era administrada pelo rei, com o auxílio da rainha, conselheiros, família real, governadores provinciais e dos comandantes militares. No Estado de Gaza, o imperador acumulava todos os poderes, dividia o império em capitais que serviam de templos, tribunais, cemitérios, fortalezas, quartéis e escolas de recrutas, dirigidas pelo próprio rei que passava a receber o título de Inkosi. As pessoas importantes da capital eram a rainha (Inkosikasi) e o governador (Hossana). O território do Inkosi encontrava-se dividido em províncias chefiadas por governadores (Hossana) cujas funções eram: nomear os indunas, resolver os litígios, mobilizar os regimentos, manter a ordem e cobrar o tributo. As províncias por sua vez subdividiam-se em distritos chefiados por Induna, nomeado por Hossana, cuja função era a indicação da área a ser ocupada pela povoação familiar (o Muti), chefiada por Mununusana. O estatuto de cativo não era hereditário, mas as guerras e as acções punitivas constantes, no interior fizeram com que houvesse sempre um bom número de cativos nas unidades domésticas Nguni. Sobre os cativos recaiam muitas tarefas produtivas, como o cultivo dos campos dos aristocratas Nguni, a pastagem do gado, o corte e transporte de lenha. As populações não integradas na estrutura dominante tinham a designação Tonga. Ideologia O exercício do poder real, entre os Ngunis não estava dissociado do exercício das cerimónias mágico religiosas. Todos os anos o rei chefiava alguns rituais ligados ao ciclo agrário. O mais importante destes rituais celebrava-se em Fevereiro e era determinado pelo aparecimento dos primeiros frutos. Era o Nkwaya (Incuala). O Incuala tinha a função de libertar as tensões sociais e transformava-se em factor de unidade e de prosperidade. Factores que constituíram fortaleza, habilidade que fez com este Estado se mantivesse independente foram: – A existência de maior número de habitantes nos finais do século XIX, criando obstáculo para os portugueses; – O centralismo do Estado e o reforço do poder local, pois que este Estado elegia indivíduos da confiança do rei para administrar os Estados distantes; – A mobilização constante dos súbditos num exército permanente, constituído por indivíduos da mesma idade designados regimentos (Butakas) que aprendiam as tácticas de guerra e os usos e costumes dos Ngunis. Esta aprendizagem ia até aos seus 50 anos. Debilidades do Estado – O Estado de Gaza foi um estado que resultou de uma conquista militar e era contestado com os grupos étnicos submetidos no estado; – A irritação do clã real por causa do intenso favoritismo de Ngungunhana em relação a muitos grupos não Ngunis, que passaram a ocupar cargos importantes o que era contestado. Isto criou um certo descontentamento dos grupos Angunis; – Esclerose da táctica militar, visto que Ngungunhana mantinha-se a carga com o seu exército empenhando a zagaias, enquanto do outro lado, estavam homens armados. Estes foram alguns aspectos que contribuíram para a decadência do Estado de Gaza. Elaborado por . denisderio Supeia
Uma optima noite para todos os estudantes mocambicanos e nao mocambicanos, atendendo e considerando que a cada dia que se passa eh uma escola de vida, dentao considero que todo o homem eh estudante e tem uma dada area especifica nele/a especializada. A unica educacaco que se pode dar a um indigena e aquela que o pode tornar num trabalhador ( Mouzinho de Albuquerque) Tendo como ponto de partida o pressuposto do ex governador geral de mocambique considero que, temos que fazer algo que torna de nos mesmos grandes trabalhores, mostrarmos com atitudes plenas e unicamente decisivas em qualquer ambito (...) Boa Noite, Beijos e Abracos Desderio Supeia historiador Mocambicano

terça-feira, 31 de maio de 2016

dear sister

Os Ajauas constituíram comunidades matrilineares conhecidas por Mbumba cuja autoridade máxima era designada ASYENE MBUMBA. Antes das grandes mudanças económicas e políticas surgidas durante os séculos XVIII e XIX, com o comércio de marfim e escravos, pode-se afirmar com alguma segurança que a sociedade Ajaua era caracterizada por uma economia agrícola, cultivando cereais diversos. As linhagens matrilineares organizavam-se localmente na base de um grupo de irmãs, de suas filhas casadas e dos filhos solteiros, todos sob chefia de um irmão mais velho designado por ASYENE MBUMBA, que podemos traduzir por Guardião da linhagem. O ASYENE MBUMBA para o exercício do seu cargo era obrigado a mudar a sua residência e das suas mulheres para a aldeia do grupo sororal. Como a maior parte dos trabalhos agrícolas (sementeiras, sacha e colheitas) eram feitos pelas mulheres e filhos solteiros, os homens adultos dedicavam-se a caça e a pesca em grande escala. Para além da agricultura, da caça e da pesca, os Ajauas desenvolveram o fabrico de instrumentos de ferro: enxadas, machados, armas. Com estes produtos, os Ajauas estabeleceram contactos comerciais com Quíloa, Zanzibar, Ibo e com Ilha de Moçambique. Nas viagens à costa do Índico, os Ajauas trocavam tabaco, artefactos de ferro, peles de animais e Marfim por sal, tecidos e missangas. A partir de 1840/50, os grandes Estados Ajaua das dinastias Mataca, Mtalica, Makanjila e Jalasi, tinha no comércio de escravos o pilar da sua economia. As jovens escravas obtidas nas razias eram tornadas esposas dos homens livres. O trabalho produtivo dos escravos (homens e mulheres) na agricultura e dos homens no artesanato aumentou consideravelmente o poder económico e político dos chefes e modificou o ordenamento habitacional do território Ajaua. É nessa época que surgiram as grandes aglomerações habitacionais onde viviam agrupadas as esposas dos chefes. O primeiro soberano Mataca tinha 600 esposas dispersas por oito aldeias, das quais um terço vivia na capital, Mwembe. A introdução maciça de armas de fogo e da pólvora contribuiu para a gigantesca empresa de caça ao homem e para afirmação do poder guerreiro e mercantil das dinastias Ajaua. A islamização da aristocracia Ajaua fortaleceu ainda mais o poder teocrático dos soberanos Mataca. Mtalica que passaram a ser designados e considerados por Xeicados. Materia Relacionada: Os Prazos da Coroa do Vale do Zambeze Os Estados Marave A Independência da Tanzania Elaborado por Desderio supeia, estudante de Historia com habilitacoes a sociologia
HISTÓRIA DO VOLEIBOL O voleibol foi criado em 9 de Fevereiro de 1895 pelo americano William George Morgan, diretor de educação física da Associação Cristã de Moços (ACM), na cidade de Holyoke, em Massachusets. A primeira bola de voleibol foi uma câmara de bola de basquetebol. Mais tarde, Morgan solicitou a firma A.G..Stalding &.Brothers a fabricação uma bola para o referido esporte. REGRAS BÁSICAS DO VOLEIBOL O espaço de jogo é um retângulo de 18 metros de comprimento por 9 de largura, e é dividido por uma linha central em dois quadrados com lados de nove metros que constituem as quadras de cada time. O objetivo principal éconquistar pontos fazendo a bola tocar na quadra adversária, ou fora da área de jogo após ter sido tocada por um oponente. Acima da linha central, é postada uma rede de material sintético a uma altura de 2,43m para homens ou 2,24m para mulheres (no caso de competições juvenis, infanto-juvenis e mirins, as alturas são diferentes). Cada quadra é por sua vez dividida em duas áreas de tamanhos diferentes (usualmente denominadas "rede" e "fundo"). A BOLA A bola empregada nas partidas de voleibol é composta de couro ou couro sintético e mede aproximadamente 65 cm de diâmetro. Ela pesa em torno de 270g e deve ser inflada com ar comprimido a uma pressão de 0,30 kg/cm2. ANTENAS Acima da quadra, o espaço aéreo é delimitado no sentido lateral por duas antenas postadas em cada uma das extremidades da rede. No sentido vertical, os únicos limites são as estruturas físicas do ginásio. O JOGO O voleibol é um jogo em que os jogadores usam as mãos para tocar a bola. Porém, não é permitido segura-la ou carrega-la. Controlada apenas por toques das mãos, a bola deve ser lançada para o campo adversário, e vice-versa, por cima da rede que divide os dois campos, até que a bola toque o chão. O jogo inicia com a bola sendo lançada para o campo do adversário por um jogador que se coloca atrás da linha de fundo de seu campo. Este lançamento é chamado saque. No saque a bola deve ser golpeada e não lançada. Ao contrário de muitos esportes coletivos, tais como o futebol ou o basquete, o voleibol é jogado por pontos, e não por tempo. Cada partida é dividida em sets que terminam quando uma das duas equipes conquista 25 pontos. Deve haver também uma diferença de no mínimo dois pontos com relação ao placar do adversário - caso contrário, a disputa prossegue até que tal diferença seja atingida. O vencedor será aquele que conquistar primeiramente três sets. O jogo termina quando um time completa três sets vencidos, cada partida de voleibol dura no máximo cinco sets. Se isto ocorrer, o último recebe o nome de tie-break e termina quando um dos times atinge a marca de 15, e não 25 pontos. Como no caso dos demais, também é necessária uma diferença de dois pontos com relação ao placar do adversário. COMPOSIÇÃO DAS EQUIPES Cada equipe é composta por doze jogadores, dos quais seis estão atuando na quadra e seis permanecem no banco na qualidade de reservas. DISPOSIÇÃO DOS JOGADORES Os seis jogadores de cada equipe são dispostos na quadra do seguinte modo: No sentido do comprimento, três estão mais próximos da rede (jogadores de ataque) e três mais próximos do fundo (jogadores de defesa); e, no sentido da largura, dois estão mais próximos da lateral esquerda; dois, do centro da quadra; e dois, da lateral direita. Estas posições são identificadas por números: com o observador postado frente à rede, aquela que se localiza no fundo à direita recebe o número 1, e as outras seguem-se em ordem crescente conforme o sentido anti-horário. RODÍZIO O rodízio no Voleibol é o ato no qual os jogadores de uma equipe rodam na quadra, no sentido horário, trocando uma posição em relação a ocupada anteriormente. Quais são as posições de rodízio? As posições de rodízio vão de 1 a 6. Sendo que o jogador que ocupar a posição N° 1, sempre será o responsável, obrigatoriamente, de realizar o saque da equipe. Rede e Fundo: No Voleibol se denomina que os jogadores que ocupam as posições 4, 3 e 2 no rodízio estão “na rede” e os jogadores das posições 5, 6 e 1 estão “no fundo”. Quando ouvimos em uma transmissão de um jogo de Voleibol na TV, que a “rede” de determinada equipe é uma “rede” alta, a palavra rede aparece no sentido conotativo, já que a rede que o locutor está se referindo é referente aos jogadores que estão ocupando as posições 4, 3 e 2 no rodízio, que por sua vez, são os mais altos da equipe. Quando ocorrerá o rodízio? O rodízio ocorre todas as vezes em que uma equipe marca um ponto após o saque da equipe adversária. Ou seja, se sua equipe marcou um ponto após o saque do adversário, sua equipe deve rodar uma posição, no sentido horário. Já se sua equipe marcou um ponto após um saque de sua própria equipe, o rodízio permanece como está. Regras relacionadas ao rodízio: Primeira regra relacionada ao rodízio está relacionada ao saque, que sempre será feito pelo jogador que ocupar a posição 1 após um rodízio. Outra regra importante é que os jogadores que ocuparem as posições de “fundo” (1, 5 e 6) não podem atacar na linha de 3 metros, ou mesmo pisando nela. De forma, esses mesmos jogadores também ficam impedidos de bloquear, já que é impossível efetuar um bloqueio estando atrás da linha de 3 metros. SUBSTITUIÇÃO A substituição é um ato no qual um jogador, já registrado pelo Apontador(a), entra no jogo para ocupar a posição de um outro jogador, que deverá sair da quadra de jogo (exceto para o Líbero). Uma substituição requer a autorização dos árbitros.As substituições são limitadas: cada técnico pode realizar no máximo seis por set, e cada jogador só pode ser substituído uma única vez, devendo necessariamente retornar à quadra para ocupar a posição daquele que tomara originalmente o seu lugar. LÍBERO É um jogador com características exclusivamente defensivas. Só pode jogar atrás da linha dos 3 metros, e não pode executar nenhuma ação atacante na zona do campo onde lhe é permitido jogar. Tem a cor do uniforme diferente dos demais jogadores em quadra, para facilitar a sua identificação. Este jogador só pode jogar nas posições 1, 6 e 5, no momento da rotação (quando a equipa ganha o direito a servir). Se o libero estiver na posição 5 em campo, tem de ser substituído e só pode entrar em campo para substituir um dos jogadores que se encontrem na posição 1, 6 e 5 depois de uma das equipas executar o serviço. A entrada em campo do libero, isto é, sempre que este vai substituir um dos jogadores não exige a autorização do árbitro. FUNDAMENTOS DO VOLEIBOL Saque - É o fundamento que dá inicio a partida, pode ser feito por cima(flutuante, viagem ao fundo do mar) ou por baixo (simples ou jornada nas estrelas). Recepção - Acontece após o saque, a técnica usada para fazer a recepção é a MANCHETE e o objetivo do jogador que faz a recepção é colocar a bola na mão do levantador. Levantamento - Acontece após a recepção, a técnica utilizada é o TOQUE e tem como objetivo preparar a bola para um ataque. Ataque - O ataque é feito após o levantamento, a técnica usada para fazer o ataque é a famosa CORTADA e tem como objetivo "cravar" a bola na quadra adversária. Defesa - Acontece após um ataque quando não o bloqueio não funciona, a técnica mais utilizada para fazer a defesa é a MANCHETE, porém, a defesa pode ser feita com qualquer parte do corpo, inclusive com os pés. Bloqueio - Acontece após o ataque, é feito próximo a rede e com os dois braços erguidos e esticados. Tem como objetivo bloquear o ataque de forma que a bola caia na quadra adversária. Fundamentos Técnicos: Gerais: Posição Básica Toque de Bola ( toque e manchete) Deslocamentos Ofensivos: Saque Levantamento Cortada Defensivos: Recepção Defesa Bloqueio Fundamentos Táticos Ofensivos: Cortada Levantamento Saque Sistema Tático Ofensivo Contra-Ataque Defensivos: Defesa Bloqueio Armações Defensivas POSIÇÃO BÁSICA Os Pés afastados, lateralmente, estando um deles ligeiramente à frente do outro, pontas dirigidas para frente; pernas semi-flexionadas, com os joelhos orientados na mesma direção dos pés; tronco ligeiramente inclinado; peso do corpo igualmente distribuído sobre as pernas; braços separados e voltados para frente; antebraços flexionados, estando as mãos com os punhos um pouco estendidos, à altura do rosto; dedos separados; polegares quase se tocando; cabeça elevada com o queixo um pouco acima da horizontal. TOQUE Braços semi-flexionados, as mãos abertas imitando a forma da bola e cotovelos paralelos ao corpo, as pernas semi-flexionadas, mantendo uma boa base de equilíbrio, sempre com uma perna à frente, impulsionar pernas e braços num movimento bem sincronizado e natural. DESLOCAMENTOS Da posição básica, os jogadores devem iniciar seus deslocamentos na quadra. Assim sendo, as partidas rápidas, paradas bruscas, saltos, mudanças de direção, trocas de posição e etc., devem ser analisadas e praticadas constantemente, pois, o manejo do próprio corpo é de importância fundamental na prática de qualquer desporto e cresce essa importância quando se trata do voleibol em virtude da variedade e rapidez de movimentos próprios desse grande desporto. SAQUE Definição: É o ato de enviar a bola da área de saque para a quadra contraria pelo atleta posição 1, que devera golpeá-la com parte do braço. Para o golpe, a bola devera estar solta. Será direcionada para a quadra do adversário e passar por sobre a rede e entre as antenas. Classificação do Saque: Trajetória regular Tênis Balanceado americano. Tênis cortada (viagem) Trajetória irregular (Flutuante): Tênis Balanceado japonês Qualidades desejáveis no saque: Regularidade Precisão Potência Pontos mais importantes na realização do saque: Controle da bola Sua velocidade Mudanças de direção Efeito da bolano espaço: Com rotação Sem rotação TIPOS DE SAQUE Saque por Baixo É um saque simples e também fácil de executar. De frente para a quadra, pé esquerdo à frente, mão esquerda segurando a bola, você deve fazer, com o braço direito, um movimento de trás para a frente, golpeando a bola quase simultaneamente à sua liberação pela mão esquerda à frente do corpo. A mão que bate na bola poderá estar espalmada ou fechada. Para os canhotos, valem os mesmos movimentos no sentido inverso. Saque por Cima (Tipo Tênis) O saque por cima é o mais utilizado no voleibol, pelas variações que oferece em relação a trajetória da bola, local onde se queira sacar e distância que se queira atingir. Por tudo isso, você deve treinar bastante para uma perfeita assimilação deste saque. LEVANTAMENTO O levantamento é normalmente o segundo contato de um time com a bola. Seu principal objetivo consiste em posicioná-la de forma a permitir uma ação ofensiva por parte da equipe, ou seja, um ataque. A exemplo do passe, pode-se distinguir o levantamento pela forma como o jogador executa o movimento, ou seja, como "levantamento de toque" e "levantamento de manchete". Como o primeiro usualmente permite um controle maior, o segundo só é utilizado quando o passe está tão baixo que não permite manipular a bola com as pontas dos dedos, ou no voleibol de praia, em que as regras são mais restritas no que diz respeito à infração de "carregar". CORTADA É o gesto mais espetacular do jogo. Consiste no ato de golpear a bola para a quadra adversária na tentativa de vencer o bloqueio e a defesa contrária. Suas qualidades necessárias são: regularidade, precisão, potência. O cortador deverá considerar o seu repertório técnico, a qualidade do levantamento, a área coberta pelo bloqueio, armação de defesa adversária, a situação do jogo e do set. FUNDAMENTOS OFENSIVOS O Sistema ofensivo é definido a partir de alguns fatores fundamentais: Aproveitamento das aptidões e características individuais dos atacantes, do levantador e dos jogadores que recepcionam o saque; Elaboração das combinações de ataque e algumas opções, distribuindo os atacantes a fim de equilibrar cada uma das 06 passagens de rede. RECEPÇÃO É uma ação de defesa em que o jogador tentará receber a bola do adversário efetuando um passe para o levantador. Esse fundamento influência na continuidade do jogo, que pode ser facilitada ou não para o time. A forma básica de recepção é a manchete e a movimentação em direção à bola pode ser para frente, na lateral, na diagonal, com mergulho e com rolamento. BLOQUEIO É a tentativa de interceptar a bola vinda da quadra contrária, atacada sobre a rede por um ou mais jogadores de ataque. São finalidades fundamentais do bloqueio: deter ou amortecer a bola vinda do adversário, reduzir as áreas de ataque, dificultar a ação do atacante. Os principais erros ao efetuar um bloqueio são: Saltar embaixo da rede, braços ao longo do corpo, saltar em extensão, ficar muito longe da rede, saltar junto com a bola -esta estando nas mãos do levantador. DEFESA É a ação de recuperar as bolas vindas do ataque adversário que ultrapassam o bloqueio e de criar condições para o contra-ataque. Exige concentração, coragem e agilidade. Para facilitar os deslocamentos rápidos ou mesmo quedas a posição de defesa baixa é a melhor. Os defensores devem analisar: armação de defesa da própria equipe, forma e tipo de levantamento do adversário, distribuição imediata dos demais defensores e bloqueadores. FUNDAMENTOS DEFENSIVOS Na defesa, os jogadores se colocam e se deslocam sobre a quadra com o objetivo de neutralizar os ataques adversários criando condições de contra-atacar. Existem dispositivos táticos distintos para a recepção de saques e para a defesa de ataques dos cortadores adversários. As ações de defesa se realizam, na maior parte das vezes, sem bola. A utilização dos esquemas táticos e emprego das combinações táticas na defesa dependem da qualidade da preparação da bola na quadra adversária.